À 2ª feira... Investimentos - Atualização das perspetivas de mercado a janeiro de 2011

À 2ª feira... Investimentos - 2012-02-06


Atualização das perspetivas de mercado a janeiro de 2011

Continuamos cautelosos em relação às perspetivas económicas globais e mantemos ainda uma postura neutral à exposição em ações. Os mercados acionistas mundiais tiveram um 4º trimestre encorajador, mas receamos que seja pouco provável ser esta subida sustentada, devido à continuada fragilidade dos indicadores económicos fundamentais e ainda devido à ameaça da escalada da crise da zona euro uma vez mais.

A nossa preferência mantém-se nos Mercados Emergentes. Enquanto que o crescimento económico se espera que seja entre 1 e 1,5% em 2012, a nossa visão positiva é suportada pela possibilidade da inflação tender a diminuir à medida que os preços das commodities recuem. A provável diminuição suave do crescimento económico na China deve também oferecer algum suporte. Com a diminuição do crescimento económico já amplamente descontado nos preços das ações, os mercados emergentes têm amplo espaço para recuperarem depois do dececionante ano de 2011.

O mercado acionista Europeu (ex-Reino Unido) continua a ser a nossa região menos preferida. A crise da dívida soberana continua a dominar o sentimento e esperamos que os mercados continuem voláteis, com as autoridades a encaminharem-se para uma potencial solução de separação parcial da zona euro. Entretanto, vemos a possibilidade de mais centralização fiscal, mas não vemos como provável a emissão de Eurobonds ou uma ostensiva mutualização da dívida. O BCE pode descer as taxas de juro, mas será improvável que a injeção de liquidez do BCE seja tão expansiva como a emissão de moeda quantitative easing dos EUA. Em termos de crescimento, a zona euro irá recair em recessão, com uma contração maior nas economias periféricas.

Nas outras regiões, mantemos uma subexposição nos Estados Unidos uma vez que acreditamos que esta economia não irá conseguir manter as recentes melhorias registradas. Esperamos ainda que a Reserva Federal implemente uma terceira ronda de expansão monetária, quantitative easing III, na segunda metade do ano, em resposta a um mercado laboral deprimido e ao iminente aperto da política fiscal. A melhor performance registrada nos EUA irá provavelmente reverter à medida que se tornar claro que a economia está ainda com fraco desempenho. As avaliações relativas são também menos atraentes face a outros mercados.

Apesar dos fundamentos pouco atrativos, notoriamente as muito reduzidas taxas de rendimento, yields, o mercado de obrigações governamentais dos Estados Unidos e do Reino Unido vão continuar a beneficiar da perceção de estatuto de "porto seguro" face à crise da zona euro.

No entanto, continuamos a preferir as obrigações das empresas, uma vez que as empresas com superior notação creditícia, investment grade, continuam a apresentar balanços muito fortes. De uma forma global, este segmento apresenta um melhor risco de investimento do que as ações.

Saiba mais sobre os Fundos da F&C Investments na área de Fundos do millenniumbcp.pt

2012-02-06


Declarações / Prevenções
Disclosure / Disclaimer

Voltar